Por Alfredo Ogawa

Trabalhei numa grande empresa que era grande mesmo em diversos aspectos e um, em particular, que quase ninguém notava. Ela tinha uma frota enorme. Eu não estava numa transportadora (ela até tinha uma distribuidora, mas essa é outra história).

Eram automóveis dos mais variados tipos e tamanhos para uso no dia a dia de seus executivos, vendedores e representantes. No total, segundo me disseram, havia cerca de 400 veículos. No estacionamento corporativo, ficava fácil perceber um traço frequente naqueles carros. Traço no sentido literal da palavra.

Vira e mexe, os carros estavam riscados ou batidos. Como eu conhecia vários daqueles profissionais, era fácil descobrir as causas das marcas estampadas na lataria. Uma conversa rápida e os suspeitos de sempre surgiam: falta de atenção ao volante ou de conhecimento sobre regras de direção.

Para quem gerencia frotas, pequenos descuidos nas manobras representam muita dor de cabeça.

Por serem carros “da firma”, os acidentes não doíam no bolso deles. Mas eu também conhecia o encarregado da administração da frota e sei que para ele, sempre às voltas com custos (de manutenção) e cobranças (da chefia), doía – e muito.

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